sábado, 26 de setembro de 2009

Uma palavrinha a mais sobre meus gatos....

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Há pouco mais de 2 anos, escrevi neste espaço sobre a adoção de meu gato Cisco ("historinha triste com final feliz"), e a dificuldade de aceitação e convívio com meu outro gato. Hoje, me senti impelida a dar uma palavrinha sobre como está a situação agora.
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Só pra relembrar, encontrei o Cisco em um dia chuvoso, muito maltratado, assustadíssimo, faminto e desidratado. Quase morto. Tinha medo de tudo e pesadelos à noite.
E o Nanquim, ah, o Nanquim!.... mas ia me esquecendo de dizer, Nanquim é o nome do meu outro gato. Vou falar um pouco sobre ele. O Nanquim é grande, ágil e bruto. É hiper-ativo e às vezes surta em ataques de fúria e loucura. Chego a pensar que ele possa ter algum tipo de distúrbio mental felino. (Será que existe algum tipo de psicólogo de gatos???)
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Encontrei o Nanquim em uma época de mudanças. Estávamos mudando o estúdio; depois de muita procura e desespero por um bom imóvel, parecia que havíamos encontrado um bom lugar. O Nanquim apareceu, por essa época, ainda no estúdio antigo. Abri a porta e ele entrou. Era junho e meu aniversário estava próximo; considerei aquele gatinho como uma dádiva, um sinal de boa sorte.
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Era um filhotinho peludo, limpo e bem alimentado. Encantador. Não era, definitivamente, um gato de rua. Tinha os bigodes cruelmente cortados com tesoura. Procurei o dono pela vizinhança, acreditando que houvesse fugido, ou se perdido. Hoje, tenho a quase certeza de que foi expulso da antiga casa, pois o gatinho fofo se mostrou, depois, um monstrinho verdadeiramente terrível! Era bonzinho e muito carinhoso em alguns momentos, e sempre gostou (e ainda gosta) de colo, mas às vezes enlouquecia e se transformava, nos atacava com unhas e dentes (e que unhas!, e que dentes!), algo para mim inusitado em um gato (apesar de sua má fama para alguns supersticiosos). Não me refiro àquelas brincadeiras normais de gatinhos, que, às vezes, sem querer, machucam, a isso sou acostumada e acho bonitinho. Não. O Nanquim era sério e com intenções nítidas de destruição! Quantas vezes foi preciso pega-lo (como se pega um cacto espinhudo e ágil), e com rapidez colocá-lo em qualquer lugar onde se pudesse fechar a porta! Até ele se acalmar.... com o tempo ele foi aprendendo a se controlar, e parou de fazer isso com a gente. Mas continuava a dar problemas pras visitas...
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Agora não faz mais isso, mas é hiper-ativo, corre pela casa, paredes e quase chega a correr no teto, faz malabarismos e saltos espetaculares por conta de uma bolinha, destrói completamente caixas de papelão em poucos minutos e às vezes outras coisas que estiverem no caminho (plantas, chinelas, qualquer coisa que ele achar de algum interesse).
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Ciumento e possessivo, tinha ódio mortal do Cisco. Era loucura deixar os dois juntos, e o Cisco passou os primeiros meses fechado na lavanderia. Foi um período de muita angústia, como poderia criar os dois gatos dessa forma? E se eles nunca se acostumassem? Tentei arrumar um novo lar para o Cisco, mas aí está um empreendimento difícil! O fato é que quem gosta de gatos, geralmente já tem um monte em casa... O Cisco foi ficando. Meigo e carinhoso, à medida que o tempo passava meu coração ia se enchendo de amores por ele!
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E o Nanquim?
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Usei todas as técnicas que me foram sugeridas: Colocava o Cisco no boxe do banheiro, de vidro transparente, de forma que o Nanquim pudesse vê-lo sem ter contato (pois caso contrário, não teria um gato, mas um montinho de carne moída). Acariciava o Nanquim nesses momentos, para que ele se acalmasse e não se sentisse ameaçado, pois a simples visão do outro o fazia soltar faíscas pelos olhos...
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Passava uma cordinha por baixo da porta, e incentivava-os a brincarem um com o outro, um de cada lado da porta fechada, é claro. A barreira física era importante para a segurança do listradinho.
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Depois passei a alimentá-los no mesmo ambiente, um em cada prato e a certa distância, mas de forma que pudessem se ver enquanto comiam. Assim, o Nanquim podia perceber que a comida dele não era ameaçada pela presença do outro. Acredito que isso foi fundamental, e aconselho a todos que estejam passando por problema semelhante de adaptação entre dois animais.
Aos poucos fui deixando eles se aproximarem, sempre sob supervisão, para evitar “acidentes”. Bastava uma pequena distração e era um miado de desespero e tufos de pêlo listrado voando!...
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Um dia, num desses momentos, aconteceu diferente: o Cisco no sofá, bem encolhidinho e morrendo de medo, as orelhas abaixadas em posição de pavor e defesa; o Nanquim tranquilamente aconchegado ao lado dele.
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Gradativamente foram se tornando amigos, ao ponto de agora poderem ser deixados juntos em tempo integral e sem supervisão. Hoje, se gostam, dormem juntos, brincam às vezes, mas o Nanquim continua dominador.
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Se o Cisco ainda apanha? Às vezes, e nessas horas é preciso separar os dois. Se fico fora por mais de um dia, em uma viagem, por exemplo, não posso deixa-los juntos, o que me parte o coração.
O Nanquim tem crises de ciúme e agressividade. Um crianção mimado e egoísta. Se algo o desagrada, tem ataques de fúria que desconta no Cisco.
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Mas de maneira geral, convivem bem, e no fundo se adoram. E eu adoro eles!
Ah, e o Cisco já não tem mais tanto medo das pessoas, não tem pesadelos freqüentes e já não cai mais da cama...

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Sobre reformas e coberturas

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São vários os motivos que levam uma pessoa a querer reformar ou cobrir uma tatuagem: arrependimento pelo desenho, motivos pessoais (alguma lembrança que a tattoo traz à tona, por exemplo) ou, o que é mais comum, a tatuagem ter ficado mal feita.

É claro que o melhor mesmo é ter certeza do desenho e, principalmente, da qualidade dos trabalhos do profissional antes de optar por fazer a tatuagem. É bom procurar referências e pedir para ver fotos de trabalhos já realizados, para ter a certeza de que o estilo agrada. Uma tatuagem feita por quem não tem conhecimento da técninca pode, na melhor das hipóteses, ficar feia: desenho torto, borrado, desbotado ou em alto relevo (quelóide). Na pior das hipóteses pode-se contrair infecções ou até mesmo doenças mais graves, como hepatite.

Fazer tattoo com o amigo que está começando, ainda em fase de aprendizagem, ou procurar pelo menor preço, não costuma ser uma boa idéia: na maioria das vezes vem o arrependimento e a busca por uma solução (e nem sempre tem jeito). E o que era barato acaba saindo muito mais caro.

Tattoo não é brincadeira, é pra sempre!

Mas, caso a tattoo não tenha ficado como o desejado, por vezes (mas nem sempre) existem maneiras de consertar, ou, ao menos, minimizar o erro. Com a reforma, pode-se corrigir alguns defeitos, reforçar ou consertar traços e refazer as cores, mantendo a idéia original do desenho. No caso da cobertura, aplica-se outro desenho sobre a tatuagem antiga, com a intenção de que esta fique somente na lembrança. É importante, ao escolher a nova tattoo, levar em conta a opinião do profissional, pois não é qualquer desenho que dará um bom resultado. Também é bom ter em mente que o desenho para cobertura terá que ser ao menos um pouco maior que o anterior (dependendo do caso, bem maior). Afinal, não tem como esconder um elefante atrás de um brotinho de rosa... O ideal é conversar bastante com o tatuador para decidirem juntos a melhor opção.

A cobertura pode ser feita também sobre cicatrizes, com a intenção de cobri-las ou apenas disfarçá-las, com ótimos resultados.
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Clique aqui se quiser ver fotos de reformas e coberturas feitas no 100% TATTOO.

sábado, 27 de junho de 2009

Você confiaria em um dentista banguela?



Vez por outra aparece alguém que me pede para ensinar a tatuar. Tem acontecido com certa freqüência, ultimamente. Não é que eu não queira compartilhar conhecimento; só acho que a pessoa tem que ter interesse e realmente gostar de tatuagem.

Muita gente me procura pela internet, querem aprender técnicas. Gosto de conversar e de escrever, então invariavelmente respondo a esses emails. Como tatuagem envolve muito conceito e não apenas técnica, acredito mesmo que essa troca de idéias seja interessante. Mas invariavelmente essas pessoas desaparecem quando percebem que não vou fornecer um “manual de como tatuar”.

O que vejo muitas vezes são pessoas insatisfeitas com a própria situação (estudos, emprego, desemprego), que pensam que tatuar é fácil, divertido e dá uma boa grana. Ser um tatuador medíocre é fácil mesmo (por isso tem tantos por aí), basta ter um kit e os cobaias sempre aparecem para você treinar. Mas para ser um bom profissional é preciso muita paciência, estudo e empenho, é preciso gostar muito do assunto.

No início do ano encontrei uma antiga colega de faculdade. Fazia tempo que não a via, e em princípio fiquei contente com a visita ao meu estúdio. Mas ela foi direta: veio me ver porque queria aprender a tatuar. Legal, pensei, lembro-me que ela desenhava bem e realmente tinha grande interesse por várias áreas de artes; tinha, inclusive, um pezinho na área de artes cênicas e dança (ou um pezão, pois é com isso que ela trabalha hoje).

Se disse muito interessada na arte de tatuar, muita vontade aprender... Eu nunca imaginara que ela gostasse de tattoos, então não resisti à minha própria curiosidade e perguntei sobre as tatuagens que ela tinha no corpo. Foi grande a minha surpresa diante da negativa.

Acho estranho a pessoa querer se tornar tatuador(a) sem antes ter passado pela experiência de ser tatuado. Não me refiro (apenas) à dor, mas principalmente à noção do que é ter um desenho para sempre na pele, tanto no nível individual (pessoal e subjetivo) como no social (a reação de outras pessoas). Isso ajuda o tatuador a ter maior entendimento do que está fazendo, e consequentemente mais conceito e ética ao lidar com o corpo do outro.

E faz sentido alguém se dizer apaixonado por tattoo sem ter nenhuma em si mesmo?

Coloquei essas questões, argumentando que tatuagem não é apenas um desenho na pele, envolve muitas outras coisas, e é uma profissão que exige um certo conceito que só se adquire sentindo na própria pele a experiência de ser tatuado.

A sua resposta foi clara: “Gosto de tatuagens, mas não em mim. Não tem muito a ver comigo, porque como trabalho com dança é melhor que eu tenha a PELE LIMPA.”

Achei a frase infeliz. “Se você acha que tatuagem deixa a pele suja, por que quer fazer nos outros?” Mas isso só se passou dentro de minha cabeça, fiquei meio desconcertada; fui levando ela pra fora e me despedindo...

Mas por mais que me questione, não consegui entender os motivos reais pelos quais ela queria aprender a tatuar; e me arrependo até hoje por não lhe ter perguntado abertamente...

quinta-feira, 25 de junho de 2009

e mais de um ano depois...



De volta.
Anunciando a criação de um novo blog, para divulgação de meus trabalhos. Estou querendo 'aposentar' o fotolog aos poucos. No blog, tenho mais liberdade, não tenho limite de postagens diárias, posso colocar mais textos, organizar melhor... editar da maneira que bem entender.
Em um primeiro momento, pensei em reorganizar este blog, abrindo uma sessão para a divulgação dos trabalhos; mas depois achei melhor não misturar as coisas - assim a navegação fica mais fácil de acordo com o interesse do leitor.
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Muito tempo sem aparecer por aqui... meu solo andou infértil, as águas, escassas... mas as idéias para o novo blog trouxeram novos ares.

domingo, 25 de novembro de 2007

"Sobre comida", ou " Culinária e feminismo"



Já me cansei de ouvir algumas mulheres ditas “emancipadas”, ou “feministas”, falarem mal da mulher dona de casa e da mulher cozinheira. Como se isso fosse sempre um sinal de submissão, de escravidão. Como se fosse algo generalizadamente ruim. Com esse ponto de vista, o que fazem de fato é tirar a liberdade das que escolheriam se assim, é criar preconceitos. Emancipação feminina não é a mulher obrigatoriamente trabalhar fora de casa e seguir carreira profissional. Emancipação é a liberdade de escolha.

Abro espaço para falar mais particularmente da cozinha. Não consigo conceber muito bem (mas sei que existe) que alguém sinta prazer em lavar banheiro, passar pano no chão, varrer, limpar fogão. Mas a cozinha, ah... a cozinha! Cozinhar é uma espécie de arte; com um pouco de experiência é possível criar, inventar, misturando os ingredientes nas proporções exatas, antecipando o sabor pela imaginação, e apreciando-o depois pelo olfato e paladar.

Tenho pena das pessoas, homens ou mulheres, que se orgulham por “não saber fritar um ovo”. Não, não tenho pena por elas não saberem fritar o ovo, mas pelo orgulho estúpido com relação a isso. Dá a impressão de uma imposição, uma espécie de liberdade imposta (especialmente no caso das mulheres): não se sabe cozinhar para dizer que é livre, não precisa saber, porque tem alguém que faz isso por ela, não tem tempo para perder com esse tipo de 'serviço degradante'...

Eu gosto de cozinhar. (Visitem meu blog culinário!)
Claro que prazer mesmo é cozinhar com tempo, com elaboração. Mas também gosto eu mesma de fazer o almoço e janta de todo dia. Já ouvi muita crítica quanto a isso, por eu trabalhar fora de casa e ainda assim cuidar dessas coisas. Tem gente que acha que é para economizar. Não é. Gosto da comida que eu faço, confio. Sei que lavei bem as mãos e as verduras. Que tudo está dentro do prazo de validade e esteve acondicionado corretamente. Sei como foi feito e o que foi usado. Enfim, sei o que estou comendo. Claro que é muito bom sair para jantar às vezes, mas tenho uma teoria de que, se você comer fora (self-service, marmita, prato feito ou mesmo restaurantes) todo santo dia, de vez em quando haverá um desarranjo digestivo.

O alimento feito para comercialização nunca é preparado com tanto cuidado. A principal preocupação é que fique relativamente saboroso, simplesmente porque caso contrário não haverá retorno em dinheiro. A preocupação com a higiene também muitas vezes é por isso. Se o cliente come e passa mal, ou não gosta, o restaurante perde dinheiro.
Não digo que todos os restaurantes sejam assim, mas a maioria é.
Já a comida que se faz em casa não tem como função o lucro, mas a alimentação (nutrição), a saúde e o agrado ao paladar. E isso faz muita diferença.
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domingo, 18 de novembro de 2007

Promoção! Faça uma tattoo e leve uma hepatite de brinde!


Já comentei, em algum outro texto, sobre como os materiais de tattoo estão acessíveis atualmente, o que faz com que um grande número de pessoas, por dinheiro ou status (raramente por paixão e convicção), resolva comprar um kit e aprender a tatuar. Pessoas que nunca tiveram interesse e não sabem sequer o básico sobre desenho. Começam a mandar tinta na pele sem nenhum estudo e nenhuma noção de técnica. E o pior: sem saber o mínimo sobre biossegurança, higiene, assepsia, infecções e riscos de contaminação.

É claro que existem boas intenções, pessoas talentosas e realmente interessadas na arte, dispostas a trabalhar com ética e responsabilidade. Quem tem bom senso começa com humildade e da maneira certa: faz bons cursos de desenho, aprende a fazer no papel antes de se aventurar na pele; e busca todas as informações possíveis sobre biossegurança – para si e para os clientes. Mas infelizmente, esses são raros.

Há certo tempo atrás, tatuagem era associada a marginais, malucos. Felizmente, o preconceito foi diminuindo e cada vez mais as pessoas têm aderido aos desenhos no corpo. As técnicas se aprimoraram, permitindo a execução de desenhos mais perfeitos e detalhados.

Mas, com o aumento do número de tatuadores amadores, a quantidade de tatuagens mal feitas tem sido assustadora. E penso no pior: tatuagem, se não for feita corretamente, é um meio fácil de transmissão de doenças pelo sangue e fluidos do corpo. Ou você pensa que todos aqueles que adquiriram um kit têm noção de assepsia e esterilização?

É muito comum a pessoa comprar alguns materiais, tatuar amigos e conhecidos por 3 ou 6 meses, ver que não é tão fácil e desistir. O tatuador passou, mas o estrago que ele fez às pessoas durante o tempo em que esteve ativo, permanece.

Tenho receio de que isso faça com que o preconceito contra nós volte a aumentar – por causa das tatuagens mal feitas, por causa das doenças transmitidas pela falta de noção de alguns aventureiros. Que os tatuados voltem a ser associados a grupos de risco de algumas doenças, e a nossa profissão, ainda tão discriminada, seja ainda mais associada a “passatempo de doidão”.

Mas tenho esperança também de que, com esse grande número de maus tatuadores, as pessoas passem a valorizar mais o trabalho de um bom profissional, e a perceber que uma boa tatuagem depende muito mais do que apenas um kit de materiais.




ATENÇÃO: UMA TATUAGEM FEITA PROFISSIONALMENTE, POR QUEM TEM CONHECIMENTO, NÃO TRAZ NENHUM RISCO À SUA SAÚDE! Nenhum mesmo, fique tranqüilo. Se está pensando em se tatuar, vá antes ao estúdio para conhecer o local e os profissionais, veja se te inspira confiança, pergunte sobre processos de esterilização, onde são descartadas as agulhas, etc. Um profissional que trabalha com segurança não se importa em dar essas informações. E peça, claro, para ver fotos das tattoos realizadas pelo artista para conhecer a qualidade do trabalho.

segunda-feira, 29 de outubro de 2007

Fragmentozinho do Orkut

Fiquei abismada com um tópico que vi em uma comunidade sobre tattoo no orkut, um dia desses, tamanha a ignorância e falta de bom senso de alguns supostos ‘profissionais’!
A pessoa havia feito uma tatuagem na véspera, e estava agasturada porque o tatuador lhe instruiu a não molhar o local da tattoo por pelo menos 15 dias (!!!). Ela queria lavar o cabelo, mas não sabia como fazer isso sem molhar a tatuagem, que era na nuca, ou costas.

Quem tem tatuagem sabe que é uma espécie de machucado superficial, e como qualquer ferida ou arranhão, é preciso higiene, tem que lavar para evitar infecções. E não vai ser um banho bem tomado que vai fazer a tinta sair ou desbotar. Depois da tattoo pronta, só laser pra tirar! Não precisa medo de sair no banho, hehehehehe.

Felizmente, uma boa alma já havia instruído a garota a entrar imediatamente embaixo do chuveiro e lavar a bendita bem lavadinha com sabonete e muita água.
Fiquei imaginando que espécie de ‘profissional’ era aquele, que além de não ter nenhuma experiência e conhecimento, também não tinha o mínimo de bom senso.

Também não pude deixar de imaginar a qualidade da tattoo, e o risco que essa pessoa estaria correndo com relação à própria saúde, já que o tatuador (se é que pode ser chamado assim), pelo visto, não tinha noções mínimas de higiene e assepsia.
O que ainda me custa a compreender é por que alguém se tatua com uma criatura dessas.

Um dia desses comentei sobre o aumento do número de tatuadores sem noção nenhuma da área. Bons materiais de tattoo são muito acessíveis atualmente, qualquer um pode comprar e começar a tatuar. Não é preciso que se tenha noções de desenho, técnica ou assepsia para se tornar 'tatuador'. Mas o que faz mesmo esse número aumentar é a falta de discernimento do público. Muita gente acha que o tatuador é apenas um aplicador de tinta na pele (não um artista e profissional da área de saúde), e que é tudo igual, a variação é somente no preço. E só percebe que não é bem assim quando sente (literalmente) na própria pele (ou pior ainda, no sangue)...

Se você está pensando em fazer uma tatuagem, procure um estúdio confiável, de preferência com recomendação. Peça para ver fotos dos trabalhos do profissional e observe se o estúdio segue as normas de assepsia prescritas pela vigilância sanitária. Procure um local que tenha alvará de funcionamento e da fiscalização sanitária. Uma tatuagem feita por quem não tem conhecimento e ética pode, na pior das hipóteses, ficar feia: desenho torto, borrado, ou com quelóide (cicatriz em alto relevo). Na pior das hipóteses, pode-se contrair doenças, como hepatite (que, sendo muitas vezes assintomática, várias pessoas têm e não sabem. E tem tratamento, mas não cura.)